Sofrendo por antecipação pela suposta resposta de uma mensagem não enviada.
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Difícil falar de quadrinhos no Brasil sem remeter à infância ou, no máximo, à adolescência. Se a história tem um roteiro fantasioso sobre alienígenas morando na Terra, mais difícil ainda. Pra completar, se o roteirista é o vocalista de uma banda de punk rock, fechou: deve ser besta. Essas características se aplicam à minissérie The Umbrella Academy e esses parecem bons motivos para não se chegar nem perto dela. Mas, com o preconceito vencido, a leitura do primeiro número da série limitada pode surpreender positivamente. A história em quadrinhos se revela, sim, como uma ótima experiência.
The Umbrella Academy (2007) foi escrita por Gerard Way, vocalista do My Chemical Romance, desenhada pelo brasileiro Gabriel Bá e lançada pela Dark Horse Comics, que é a principal editora a se contrapor às gigantes DC Comics e Marvel. No catálogo da editora também constam as famosas Sin City, 300 e Hell Boy, além da não tão famosa The Escapists. A história chegou a ganhar o prêmio Eisner por melhor minisssérie.

O roteiro dialoga com o filme Os Incríveis, onde também há uma família de super-heróis. É muito legal ver as relações familiares mais simples e corriqueiras com um diferente ponto de vista, sob a ótica do poder que os heróis têm. Fora que eu sempre caio de amores por um grupinho disfuncional. O fato é que a crítica tanto se preocupou em falar sobre o autor já famoso (eu também, pelo visto) e comentar a qualidade musical (ou falta dela) de sua banda, que o foco principal da notícia ficou perdido: The Umbrella Academy é uma minissérie muito boa. Leitura recomendadíssima.
“Oh, I lie now and then. Sometimes I’d tell them the truth and they still wouldn’t believe me, so I prefer to lie.”
— Cães Negros, Ian McEwan.
Claro que se eu citei Garden State no post passado, não poderia deixar de postar essa música.
Achei sensacional esse Google Art Project. Tendo cursado História da Arte I e II na faculdade, não sei mais sobre o assunto por pura falta de disciplina, não interesse.
O que acho melhor de ver nesses quadros não é a técnica do pintor, ou o estilo das pinceladas que caracterizam o movimento. Gosto de ver retratos, para ver a expressão das pessoas. E acho incrível como as emoções se repetem. Não apenas nos quadros, mas nas diversas formas de arte.
O quadro On the Sofa, de Wilhelm Trübner, me chamou a atenção. Uma moça jovem está sentada no sofá segurando algo para comer e com um livro ao seu lado. Imediatamente me lembrei de uma cena do filme Garden State.

Talvez eu esteja querendo ver demais onde não existe semelhança. Mas, pra mim, esses dois estão sentindo exatamente a mesma coisa.